sexta-feira, 4 de março de 2011

Algumas considerações sobre culinária



Bem, aqui este vosso (pouco) humilde escriva meteu na cabeça que sabe cozinhar. Embora não domine nenhuma das técnicas dos chefes de cozinha, ou melhor mesmo não dominando nenhuma técnica de cozinha, apressei-me a equipar-me com os mais diversos aparatos de cozinha, muito deles profissionais.


Não distingo um sauté (acho que é assim que se escreve, dá-me preguiça ir ao google) de uma frigideira, mas apressei-me a comprar sautés, facas de chefe, utensílios com pinta de filme de ficção cientifica só para dar ar de profissional. Um gajo pode nem saber estrelar um ovo, mas ter uma faca para fazer filetes, outra legumes, coisas de forma exótica, dá logo um ar pro, não?!!! Agora vocês devem de estar já a perguntar: para quê tudo isto?


E eu respondo:


Para impressionar as gajas!

Ora outra coisa em que eu também sou bom, sendo mau, é a “engatar” miúdas. Não tenho jeito, pronto! Para mim a “coisa” passa sempre por um processo de aproximação e tal e depois de algum tempo e com algum “tacto” lá consigo alguma coisa – é o que dá não ser um gajo giro! Por isso a cozinha ajuda. É que para além de não ter jeito para engatar, alguém me conveceu ou eu li numa dessas revistas masculinas, que as miúdas adoram um gajo que cozinhe para elas (...). Já estão a ver o filme não?


Voltando aos tachos, e aos utensílios de cozinha, que são neste momento muitos e custaram-me uma bela pipa de massa, consigo fazer com alguns deles fazer truques giros, como cortar depressa como os cozinheiros e quase não corto os dedos no processo! Bem, dito isto, e sabendo desde já que utilizava a cozinha como engate, comecei a aprender a cozinhar, onde? Nessa grande escola de culinária que é a internet!


Quem é que precisa de escolas de cozinha quando tudo está a um passo de um clique, não? E pronto. Ah!, também comprei uns livros de cozinha, só para mostrar na prateleira, o que é sempre bom e também impressiona as miúdas.


Pronto, agora faço 2 ou 3 pratos mais exóticos, copiando os outros chefes e já dá para fazer uma coisa engraçada com os amigos, porque o resultado de toda esta dura aprendizagem deu frutos e já estou casado, e sim, enganei-a pelo estômago!


Ora isto da cozinha tem que se lhe diga, e cozinhar sem copiar e plagiar é uma coisa difícil se não mesmo impossível. Só por compreender esta dificulade eu não critico os cozinheiros que copiam, mesmo que digam que a receita é deles. Pronto, talvez não seja o melhor exemplo, mas um tipo que estrela um ovo copia a receita de alguém que em tempos se lembrou de fritar um ovo, mas também não se põe a dizer que quem inventou a receita do ovo estrelado foi. Ora todas as minhas receitas são adaptadas, e só tenho uma receita que é minha porque a inventei eu – pode ser que alguém faça a mesma coisa, mas eu nunca vi essa receita em nenhum lado e por isso a receita é minha.


Apesar de não ter acreditado imediatamente apressei-me a reproduzir essa receita já em Barcelona com um resultado supreendente. Assim ontem resolvi converter uns colegas de trabalho a essa receita para que estes também possam disfrutar de um pão de verdade, não a m**** que se vende em grande parte das padarias daqui que quando sai quente é bom, quando arrefece come-se e no outro dia está tão duro que pode ser utilizado pela polícia de intervenção para dispersar manifestações.


Uso uma outra receita, declaradamente copiada, melhor decalcada do New York Times do programa de Mark Bittman – Minimalist, uma receita de pão. Ora esta receita foi-me explicada en Nouakchott aquando de um jantar na casa de uma amiga. Aquilo era simples e consistia em pão que não é preciso amassar. Grande coisa! Todas as máquinas agora fazem isso. Mas não, aquela receita não usa máquina e o resultado, para mim, é muito melhor.

Escusado será dizer que o pão foi um sucesso e que desapareceu mais depressa que um bolo de chocolate, ainda por cima ainda vinha quentinho. Deixo aqui o link para os outros copiões e copionas, copiistas... sei lá para elas também.

 Mark Bittman

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

A dança dos velhinhos

No fim-de-semana num passeio pela Avinguda del Portal de l'Àngel estava um grupo de músicos a tocar. Algo muito normal e comum nas ruas de Barcelona, especialmente tão perto do centro da cidade. As pessoas iam parando, não só pela música mas também pelo amoroso casal de idosos que ia dançando diante dos músicos. Fica aqui o registo:

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Recomendação

Um estudo conjunto de várias universidades europeias concluíu que:

Vodka + gelo = f**e os rins
Run + gelo = f**e o fígado
Whisky + gelo = f**e o coração
Gin + gelo = f**e o cérebro

Ao que parece o gelo é que f**e tudo.

E eu que pensava que o gelo era inofensivo

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Deprimente

Haverá coisa mais parva de que uma despedida de solteira? Pode haver, mas assim de repente não me lembro de nenhuma. Se há coisas que me põem de bom humor e com vontade de fugir ao mesmo tempo é uma despedida de solteira. Não há forma mais deprimente que, num grupo de fêmeas com um véu na cabeça, em que a noiva é identificada por levar um piço de borracha, mostrar aos outros que se vai casar.


Quer dizer há formas mais deprimentes, mas no top 10, esta está entre as 2 primeiras. Ao mesmo tempo que nutro um fascínio mórbido por este deprimente show, também não deixo de sentir um pouco de repulsa por todo aquele aparato. Chamem-me machista, misógeno, o que quiserem, mas não consigo achar piada nenhuma a uma gaja aos gritos com um véu e um piço de borracha na cabeça a chorar e agarrar-se às amigas a dizer que vão ser amigas para sempre (desde que o “sempre” seja até uma delas se meter na cama com o marido da recém casada ou a recém casada se enrolar com o instrutor de mergulho na lua de mel, mas isto já é deitar-me a adivinhar...)



 No sábado passado andavam umas parvinhas de umas italianas nestes propósitos, no meio da Rambla, o que me leva a pensar que isto será mais uma coisa genética que cultural. Se um italiano já é um ser que nasce com o controlo de volume avariado, pior se for uma fêmea com véu cor de rosa seguida das outras amigas.



Há também a versão chique que eu vi na televisão em que a Carolina Patrocínio estava a organizar a despedida de solteira da irmã e aí percebi que é bem melhor andar na rua de véu e piço de borracha na cabeça, bêbada, e a partirem bolos fálicos nos restaurantes acabando a noite numa casa de strip agarradas a um tipo musculado e oleado desejando que os futuros maridos tivessem esse corpo.

É sabido que eu gosto de espetáculos deprimentes, decadentes, bizarros, e este é mais um, pode ser interessante mas visto a uma distância segura, se somos sugados para aquele vórtice de estrogéneo e histeria nunca se sabe como vamos acabar. Depois não digam que eu não avisei.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Coreia do Sul - Seoul

Eu mesmo cheio de frio nos -16ºC de Seoul.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Amália em Seoul

E que tal passear em Seoul e encontrar numa pedaço de Portugal? Bem foi o que aconteceu enquanto fugia do frio e procurava matar a fome num restaurante quando escuto um som familiar, muito familiar:


O video não é grande coisa mas dá para ver pelo menos o número de telefone do restaurante. A comida por não ser grande coisa (não experimentei) mas a música pelo menos é boa.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Tecnologia

No outro dia encontrava-me eu na gélida Coreia do Sul quando dou de caras com esta maravilhosa peça de tecnologia:

Não sei se dá para perceber, mas isto é o braço de uma sanita. Depois de ter ouvido falar nas famosas sanitas japonesas dou-me de caras, melhor dou-me de cú (pera isto na soou nada bem); pronto encontrei na casa de banho esta peça tecnológica.
Não experimentei os botões! Quer dizer tentei mas sem estar sentado (não faz nada, carreguei em todos), mas aquilo não é para mim.Sou só um rapaz da Chamusca que por acaso deu de caras com uma cagadeira hi-tech. Uma coisa tinha de bom, um tampo aquecido. É que com os -16ºC em Seoul ter um trono aquecido faz toda a diferença:

sai um fax "quintinho"....

Vou ter de voltar lá e talvez dessa vez experimente, mas com instruções pelo menos em inglês.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Entrar num restaurante só para...

Quantos de nós não entramos num restaurante ou num café só para utilizar a casa de banho?

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Pensamento do Dia

Não estou com muita vontade de "fazer" o trabalho em geral, e o meu em particular!